Biografia

Sergio RodriguesSérgio Rodrigues nasceu em Muriaé (MG), em 1962, e vive no Rio de Janeiro desde 1980. Ficcionista, crítico literário e jornalista, é autor dos romances “O drible” (Companhia das Letras, 2013, vencedor do Grande Prêmio Portugal Telecom 2014), “Elza, a garota” (Nova Fronteira, 2009) e “As sementes de Flowerville” (Objetiva, 2006), e das coletâneas de contos “O homem que matou o escritor” (Objetiva, 2000) e “Sobrescritos” (Arquipélago, 2010), entre outros livros.

“O drible” foi editado em espanhol (El regate, Anagrama, maio de 2014, tradução de Juan Pablo Villalobos), francês (Dribble, Éditions du Seuil, março de 2015, tradução de Ana Sardinha e Antoine Volodine) e dinamarquês (Anton & Ludwig, em andamento), e saiu em setembro de 2015 em Portugal. “Elza, a garota” ganhou edição portuguesa (Quetzal, 2010) e americana (Elza: the girl, Amazon Crossing, setembro de 2014, tradução de Zoë Perry).

Na França, o burburinho em torno de “O drible” rendeu ao autor um convite do jornal “Le Monde” para escrever um folhetim ambientado no mundo do futebol. Os 24 capítulos (íntegra aqui, em francês) foram publicados diariamente no jornal durante a Copa de 2014 com o nome de “Jules Rimet, meu amor”. Essa novelinha curta tece uma fantasia policial em torno do roubo e desaparecimento, em 1983, no Rio, da taça que a seleção brasileira havia conquistado definitivamente em 1970, e foi publicada também em português, como e-book, pela Companhia das Letras.

Sérgio tem ainda contos publicados nos EUA, Inglaterra, França e Espanha. Em 2011, ganhou o Prêmio Cultura do Governo do Estado do Rio pelo conjunto de sua obra.

Trabalhou como repórter, editor e colunista em alguns dos principais veículos da imprensa brasileira, como “Jornal do Brasil”, “Folha de S.Paulo”, “O Globo” e TV Globo. Foi correspondente do JB em Londres em 1987-88 e, antes de se especializar no jornalismo cultural, atuou por muitos anos como jornalista esportivo, experiência usada para dar vida ao universo futebolístico de “O drible”. Cobriu a Copa do Mundo do México em 1986 e integrou, nos anos 1990, o núcleo de criação do jornal “Lance!”.

Na extinta revista eletrônica NoMínimo, da qual foi editor-executivo, criou em 2006 o blog Todoprosa, referência na web literária brasileira. Por cinco anos, a partir de junho de 2010, manteve no portal Veja.com a coluna diária Sobre Palavras, de grande audiência. Desde setembro de 2015, sua abordagem lúdica de aspectos históricos, culturais e gramaticais da língua portuguesa pode ser encontrada no site Melhor dizendo.